Palavras que invento.
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Sábado, Maio 21, 2011
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Ignoro
Não sabendo de você, nem sei se sei de mim...
Me pergunto sobre tudo o que teimas não mostrar...
Quem sabe me descobrindo te revelo novamente....
Onde estou?? Com quem ando??
Por quais estradas passeio sozinha,
quais caminhos percorro, por quais corpos escorrego os dedos
aflitos de saudades ou ansiosos por novidades?
São boas ou más minhas companhias?
Quem frequenta minha casa?
Quantas sou em uma só? Quantas vezes morrerei nesta mesma vida?
Sou o velho ou o novo em que me transformo a cada momento presente?
Sou os dois e mais um pouco?
Como são as muitas faces que tenho?
Será que bonita ou feia, causo atração ou repulsa?
Enjôo ou alento? Amplio ou encolho
numa imperceptível fração do tempo?
Quero saber de você, tocar seu corpo com minhas mãos de afeto
E fazer com você sexo puro, pura verdade encarnada
Diamante, tesouro guardado em carne e osso, lugar perfeito
para o imaterial encontro de mim comigo mesma
em você meu amor...
postado por: borboletalagarta
6:20 PM
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Domingo, Abril 24, 2011
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ISADORA
Isa is a … dream
She is an angel...
Isadora!
Tua mãe te adora, Isadora!
Pequenina qual amora, sabes por quem mamãe chora...
Acorda do nosso sonho e vai buscar teu pai
Teu pai esqueceu o caminho de casa
Teu pai dobrou uma esquina e pegou um atalho
Vá...traga-o de volta da sua volta
Que o mundo já girou...
Traga-o de longe, de algum lugar onde o sol já se escondeu...
Faça com que ele encontre a porta que estamos deixando aberta.
Mostre-o que a luz está acesa,
Pra que quando ele chegue
Enxergue lá no final da estradinha do amor,
Que é a sua casa em mim...
Do it to mamma, my angel....
postado por: borboletalagarta
8:39 PM
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Onde está você, meu amor?
Procuro seu corpo em nossa cama
em meio aos lençóis tatuados de nós dois
não encontro....não entendo...
Me perco no escuro da sua falta
e me acho perdida na saudade de você
Tudo é teu, minha luz
dono de todos os beijos
de todos os carinhos e gestos
de todos os pelos, células
vazios, abismos e saltos
dono de todas as danças e sons
Tudo é teu
postado por: borboletalagarta
6:49 PM
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Sexta-feira, Abril 08, 2011
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Morri!
Agora, estou começando a inventar-me nesta mesma vida...sinto-me esquisita.
Herdei algumas coisas de mim mesma e estou agora decidindo o que quero, e
o que não quero. Por exemplo, herdei dois filhos que eu tinha e dois cachorros.
Eles são lindos os quatro. Vou adotá-los. Cuidarei muito bem deles como eu
cuidava antes de morrer e nascer de novo.
Herdei também a música. Com ela, certamente vou ficar.
Herdei muito lixo também. Na sua maior parte, lixo emocional. Deste, pretendo
me livrar o mais rápido possível,de preferência mandar pra reciclagem, pois não
dá pra largar isso por aí ao ar livre de qualquer maneira...Re.ciclar ciúme e raiva
em amor.Tristeza e abandono, em paz e alegria.Desconhecimento e ignorância,
em sabedoria. Medo, em sensualidade. Uma meta e tanto. Acho que vai dar pé.
postado por: borboletalagarta
12:53 AM
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Segunda-feira, Outubro 05, 2009
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Presente (Fernando Caneca Neto/Cacala Carvalho)
Um, dois ou três
dias, um mês
Não vão bastar ....
Um ano ou mais,
mas tanto faz
Ainda estou (estou) com você
Caminho no espaço
Futuro e passado
Me perco num tempo
Que já nem sei
onde vai
E eu já nem sei
onde estou
Só sei que não sei
onde vou
O tempo, um
só pra viver
Presente em mim (bem aqui)
Um novo sol
e respirar
um cheiro bom
vem pelo ar
postado por: borboletalagarta
12:20 AM
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Quarta-feira, Abril 08, 2009
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MÚSICA NOVA!!!!!!!
DESENHO
(João Braga/Cacala Carvalho) – 20/12/2008
No meu papel
Eu desenhei nós dois, assim
E apaguei todo o tempo pra não te perder
Desisti de ter que entender
Tudo era sem início e sem depois
Seu calor era azul
O seu cabelo ao vento a desmanchar
A sua voz, o mar
Um farol, seu olhar
No papel eu fiz
da cor que´eu quis
Tratei de apagar
O tempo
No meu papel
Eu desenhei nós dois, assim
E apaguei todo o tempo pra não te perder
Desisti de ter que entender
Só quis amar você, só...
Sem nada a dizer, nem chorar
Nem chorar
postado por: borboletalagarta
10:58 PM
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Sábado, Abril 04, 2009
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Equilibrismo sobre palavras (Cacala Carvalho)
Me diga que pode
Não poda, não tosa, não morde
Me tira do bode
Me toca, me desincomoda
Me ataca , num bote
Me abate, me enrosca, me aperta
Me alisa, me espeta
Me mata, me mira, me acerta
Se arrisca num golpe
Se apossa na dose
Sem pose de forte
Faz fagocitose
Se arvora, me engole
que boba, que tola, dei mole
Sem bola, sem molde
Me mostra, me doma, me enrola
Me diga que volta
Não pára, não larga, não cede
Me vira, me solta
Me liga, me escreve de volta
Me love, me peace
Me add, me kiss
Me macht, me grease
Me fuck, me please
postado por: borboletalagarta
3:47 PM
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Quarta-feira, Abril 01, 2009
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Gente:
Animada por uma mensagem da minha prima Ana Jordão, falando sobre blogs, resolvi voltar a ativa. Segue uma nova poesia em homenagem ao meu pai, que foi-se daqui em 24/12/2008. Pai, eu te amo! Saudades demais!
Andar de bicicleta (Cacala Carvalho)
Para aquele que me ensinou a andar de bicicleta, 19/01/2009
A mão do amor sabe quando segura
A mão do amor sabe quando solta
Ela entrega, pois lá continua
Ampara na queda
Abana com o vento
Acena com um sorriso
É a mão do outro que se torna sua
Inventa ao mesmo tempo
o risco e o cuidado,
A dose certa de ousadia,
A dose boa de calmaria,
Pra você se manter equilibrado
A mão do amor te dá coragem
pra tirar os pés do chão
elevar as mãos ao céu
e tornar a segurar
A mão do amor te dá impulso
te projeta pelo ar
Imprime velocidade
e te freia devagar
A mão do amor faz arte
Com um único e simples gesto
com um afago
Te ensina a liberdade
postado por: borboletalagarta
2:12 PM
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Sábado, Agosto 05, 2006
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Claroescuro
Perto do sol um ponto
E depois muitos outros
tantos que me deixam tonta
tontos que me mancham, sombra
quantos me assombram prontos
sempre à noite quando não são pontos
mas mantos de medo e sonhos
medonhos que me acordam cedo
não sei se feios ou belos
apago a luz pra não vê-los
acendo o sol nos meus olhos
molhados por meu apelos
desejo calada retê-los
trançados em mim como pelos
riscados num mapa-destino
gravados em mim como selos
postado por: borboletalagarta
7:30 PM
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Sexta-feira, Maio 05, 2006
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Sobre o AMOR
Estamos sozinhos desde que viramos gente que se move, que deseja, que tenta buscar algo à frente, satisfação, prazer. Sem essa solidão, acho que não somos mais que meros animaizinhos perdidos na selva, guiados por instintos. A partir dela construímos vários sistemas ilusões nos quais buscamos permanências, garantias de felicidade, preenchimento para este buraco negro e oco que nos constitui como gente. O mais refinado e traiçoeiro destes sistemas é o AMOR.
Que coisa louca o AMOR!
O AMOR é, em si, um projeto feito de múltiplas e sucessivas decepções.
Como tampão pro nosso buraco negro é um fracasso atrás do outro.
É assim. Só com uma boa dose de desapego, de falta de medo, de risco e de loucura a gente consegue perceber que ele pode vir a ser apenas e especialmente um bordado na beira do nosso vazio. É como se houvesse uma beira, uma argola que delimita o buraco, e as relações vêm como uma agulha e linha que vão bordando tramas em torno dessa beira, bordando de delícias essa margem, tornando muito mais bonitas as quedas vertiginosas pelo buraco que a gente vai levando a todo momento. Se a ilusão insistir em tampar o buraco, vai tudo pelos ares, não é de verdade, sufôco, obstrução da vida, morte dos desejos.
O AMOR é um projeto baseado em uma coisa certa: a DECEPÇÃO, vista no sentido mais importante desta palavra, no sentido do desmanche da ilusão. É ela que mantém o homem que eu amo estranho o necessário para mim e eu estranha o necessário para ele.
E assim a gente vai por aí, amando, que nem naquela bricadeira de fazer torre que deixa a gente fascinado desde pequeno, montando bloco por bloco pra ver cair e aí a gente poder montar de novo, e de novo, e de novo...
postado por: borboletalagarta
10:52 PM
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Sexta-feira, Setembro 16, 2005
Comments:
Quarta-feira, Setembro 07, 2005
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Oi gente, voltei. Falando do tempo. Bjs e saudades. Cacala
Ampulheta
Perguntei pro tempo
quanto tempo eu tenho
Perguntei pro tempo
e o tempo não me disse nada
Perguntei pro tempo
há quanto tempo eu venho
perguntando ao tempo
e o tempo não dizendo nada
Pra quê perguntar, pra quê, o que pode se ler
na areia que se vai e é outra quando vem
fazendo desenhos visíveis aos olhos
de quem quiser mais
Pra quê perguntar, pra quê, se vem a maré
e apaga da areia aquele coração
Um traço onde dentro se lê um amor
em duas iniciais
O tempo é elástico, estica e encolhe
É surpreendente. Numa contra-dança
ralenta e de súbito, sentido despenca...
Displicentemente tece desafios
gravitacionais.
postado por: borboletalagarta
12:57 AM
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Sábado, Junho 11, 2005
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O DESABAFO DE UMA QUARENTONA GRISALHA
Nem sei quem serei eu depois dessa iniciativa louca de passar henna sobre vinte anos de tinta. Enfim, nesse momento, gostaria de dizer que minha vida se coloriu de mertiolate ( = vermelho +cobre), radicalmente. Minhas mãos são cor de mertiolate. Os braços e todo o rosto foram moldados em mertiolate gel. O piso do banheiro e do restante da casa, também obedecem à cor, em relativo degradê. Bem, ao menos descobri a fórmula do finado mertiolate.
Também os olhos, não se salvaram: estão ou passarão a ser vermelhos. Em cada um deles caiu um tijolo semi-seco de henna que, além de me cegarem, me deixaram tal qual um coelho de páscoa de olhos vermelhos como sangue.
O cabelo em si virou um ninho de pomba doida. Em apenas três milésimos de segundos nenhum pente entra. As mãos, com luvas, também não entram...Se o cérebro e o inconsciente já eram terra de ninguém, áreas impenetráveis, agora as melenas também o são.
Se eu não tivesse certeza absolutíssima de que o ET de Varginha é verde, eu seria o próprio, ou alguém pronto a desposá-lo.
Saudades da minha mãe, queria ela aqui, ou uma fada, ou bruxa, que me garantisse que eu não sairei dessa tal qual o Chico César ou a Gal, em tempos de Tropicália. Jane, a Jane terapeuta capilar, poderia mandar pêra e fazer uma progressiva turbinada. Enfim, repito seguidamente, para mi mesma: força na peruca! Vencerás.
Bem no momento estou com uma camada desse cimento escarlate/mertiolate sobre a cabeça, uma folha de papel rochedo, vários guardanapos porque a coisa sangra pelo rosto e o pelo pescoço abaixo. Acima de tudo, por fidelidade, um saco plástico do Supermercado MUNDIAL. Pobre é phóóda. Ouço a orquestra sinfônica da UFF e penso em quem serei eu, daqui pra frente. O pente vai vencer ? Vou conseguir pentear esse bololô?
Bem ás 8h 30h eu vou tomar um banho. Acho que terá que ser de raio lazer, para iniciar a vivência uma nova identidade. Se eu andar na rua e alguém gritar: "Vai arroto de Crush" ou "lá vem o fogo no MiIharal" eu , primeiro mato a minha santa irmã que me indicou o produto e depois me mato. Mas antes tiro a roupa na rampa do Mundial da Curicica.
Oremos, até que nós mulheres consigamos que nossos corpos deixem de ser cambonados pela vaidade, ou por charlatãs como essa minha irmã. Procura-se Viva ou Morta. O nome dela é Ana Teresa. Oremos hard, grisalhas do Brasil e do mundo!
(adaptação não autorizada de texto de Maria Inês Delorme)
postado por: borboletalagarta
11:23 AM
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Quinta-feira, Junho 09, 2005
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Segunda-feira, Maio 23, 2005
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